Confesso que me sinto culpada e em
falta. São tantos "emperros" que têm acontecido nos últimos dias e semanas que me
deixam atordoada e sem norte. Primeiro, gastos com a carruagem, depois problema
de cunho acadêmico, que somente agora foi resolvido, depois de tanto estresse,
ansiedade e reivindicações junto à Reitoria. Depois um problema odontológico que
me trouxe uns altos custos, ainda em curso. Problemas com Departamento de
trânsito na renovação da carteira, ainda em curso – haja taxas, haja médicos,
haja repetições para simplesmente retirar do condutor mais e mais grana.
Ainda me canso ou relaxo, nem sei, quando vou à academia para práticas de exercícios físicos (saio 5.30h), diariamente, quando não tem feriados (eternos feriados nesse país).
Depois artigos, formação de
comissões para exame de teses e dissertações. Confesso que já me arrependi de
estar como representante Discente desse programa e participar de Colegiado. Coisa demais. Além de
infinitas leituras, textos exorbitantes, construção de artigos, visitas ao
campo, estágio. Sim, estou fazendo o bendito estágio.
Não tenho mais tempo nem para dormir. Nem para fuder, nem para sair, mesmo diante de inúmeros e insistentes convites dos PAs. Não tenho ânimo nesse calor dos infernos! Quero ficar é em casa, dormindo em meu ar condicionado, esquecendo o mundo e tudo o que nele existe. Sem perspectivas de prazer no corpo, na carne, mesmo que haja um desejo latente, uma vontade velada.
Penso no Mestre, sim, PENSO. E
como! Mas não, isso não me conduz a fazer o que gosto, de fato, de estar com ELE. Há momentos que
tenho vontade de parar com tudo isso e só viver... Sem mais nada, sem estudos,
sem me envolver com tantas atividades e compromissos que tenho a nível social. Muitas
áreas de atuação. E olha que já deixei tantas outras de lado! Tenho que
aprender a dizer não, também. Para que possa dizer sim a meu adorado Mestre e a mim mesma.
Fico na expectativa de meus procedimentos
e ao mesmo tempo me questiono se valerá a pena tanto investimento: financeiro,
tempo, incomodações, markas...
Não sei o que fazer. O *CM* quer
que eu vá aos recantos dos candangos passar pelo menos uma semana para ajustarmos nossas
vidas. Sei lá. Será que quero mesmo um compromisso firmado assim de forma
oficial com alguém? Eu gosto mais dessa liberdade que construí depois dessa
nova fase de solteirice em minha vida. Onde posso ir e vir em qualquer tempo,
sem precisar praticamente dá satisfação. Onde sou dona de mim mesma e do
direcionamento de meus desejos e meus caminhos.
Hoje mesmo, meu desejo era entrar
numa banheira de agua fria, com pétalas de rosa e essências calmantes e ficar
relaxando com uma taça de vinho tinto suave l, ouvindo o Procol Harum!
Mas estou aqui cercada de relatórios
a produzir. Contas a fazer. Conferências de dados. Enquanto o tempo se esvai
entre meus olhos e vai passando sem que eu possa detê-lo nem mesmo a meu favor.
Cansei! Estou precisando ser
capturada para um lugar bem distante e ser usada até cansar e esgotar cada
desejo escondido entre o tempo passado, perdido.
PS - Gratidão por suas falas. Essenciais e assertivas.
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