Quanto tempo foi necessário para construirmos nossa história! Hoje restam saudades! E hoje, quando olho esse teu retrato, com esse sorriso – o último em vida, lembro dos nossos momentos, quantas “loucuras”. 15 anos de muitas libidinosidades! Uma vida de muito tesão. Meu primeiro amor. Meu primeiro homem. Era uma boba, 17... 18 anos? Mas era uma fêmea que cativava. Segundo tua fala.
Porque isso hoje? Pela passagem do teu aniversário que está a se aproximar... E como tenho deixado no passado a data, hoje quero te saudar nesse pequeno resgate.
Tu dizias que eu era diferente de qualquer outra e como TANTAS OUTRAS tu tinhas! Tu dizias que era o teu tesouro, tua mulher, tua amante, tua fêmea, tua serva. Será que já tinha uma relação D/S e não sabia? Olhando hoje tudo se assemelha... Vai ver ele conhecia sobre o tema... e eu não.
Nunca me importei com tuas tantas, eu era eu, a única, tuas tantas não me diziam respeito, nem mesmo a digníssima, que por fim tu vieste a colocar em tua vida. Nem sei para que, se era comigo que tu tinhas o prazer, se derramava como homem, como autoridade que era, como macho e como senhorzinho...
Se te fascinavas a minha pele, o meu corpo, a minha entrega... Me fascinava mais ainda te sentir, olhar esse teu mar azul - que era teu olhar... lá em encima de 1,95m, teu sorriso escancarado, nessa voz quase melódica, com seus loiros cabelos. Quase injusto. Tu podias tudo, quanto a mim, só o que tu me permitia.
Sentia-me lisonjeada quando tu dizias que eu mudei tua vida, quantos vícios tu foste deixando para trás. Que bom que ouvia meus conselhos, mesmo sendo eu mais de 1 década a menos na idade. Me chamava às vezes de puritana. De beata... Mas sabia tu, que existia ali não apenas uma fêmea, mas uma mulher de fibra que tu sempre exaltavas. Porque, enfim, essa era e é minha verdadeira essência.
Lembro da vez que choramos juntos, numa longa conversa de horas, de um dia todo, naquela tua chácara, naquele último dia em que estivemos juntos. Nunca imaginei que passar um dia inteiro contigo (06:00-22:00h), conversando sobre tudo iria ser tão revelador. Parecia uma despedida. E foi! Ah, dezembro inesquecível e maldito! Te levou para os cariocas para nunca mais voltar!
Quantos planos tínhamos. Tu tinhas para mim. Saquarema...
Às vezes, Comandante, penso que tua vida estava mais em minhas mãos que nas tuas próprias. Porque tu me ligavas todo santo dia e nos encontrávamos toda semana, várias vezes. Parecíamos adolescente nas nossas aventuras.
O maior presente que tu poderias ter me dado não foram as tantas coisas que deu, mas foste tu mesmo. Jamais aceitaria, por exemplo o carro ou chácara. Mas aceitaria (e aceitei) de bom grado e prazer de tuas horas a mim dedicadas, ali no Maitê, principalmente.
Olhar teu sorriso dói na alma. Porque me leva ao passado. Me leva para memórias e lembranças que não posso materializar. Por isso eu choro. E ao mesmo tempo sorrio, porque por fim, nisso tudo, conheci o homem mais especial de minha vida de serva, um Dominador que me colocou num mundo de nuances multicor, que me mostrou formas diferenciadas de se alcançar o prazer, de eu ser uma fêmea, Dom Marka, meu adoradíssimo Mestre e Sr. BDSM.
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