Por anos, pelo menos uma vez em julho, mês do aniversário do Comandante, postei algum mensagem para relembrá-lo. Relembrar momentos, situações, nossa história. Hoje, fecho esse ciclo de memórias escritas, daquilo que vivenciamos em muitos anos até o seu último momento...
Claro que ele nunca será apagado da minha memória. Nosso primeiro contato, naquela ligação que caiu em seu gabinete, no mês de julho, dia do seu aniversário, que o fez ir em meu endereço, naquela madrugada, naquele carrão preto de 007, enquanto buzinava do lado de fora e eu trêmula do lado de dentro, com as luzes apagadas, olhando pela fresta da janela. Vislumbrando apenas um vulto por trás de tantos vidros escuros... Mas eu que não iria sair rumo a esse desconhecido, nunca visto...
Dia seguinte ele liga e diz que foi em meu endereço, mas achava que eu já havia dormido pelo horário; endereço que achou facilmente. Tempo das páginas amarelas, em que se achava os endereços pelo número do telefone. E, lá, no "gabinete", ele tinha os recursos da época para descobrir-me e foi bater lá no meu endereço.
Ele passou a semana me ligando todo dia, duas vezes ao dia. Disse que ficou encantado comigo. Que eu seria dele para sempre - sem nem me conhecer. Quando num dia de sábado, uma semana depois do primeiro contato, estava eu no quintal debaixo do pé de tangerina, colocando minha roupa no varal, quando ouço a campainha. Pedi pra minha amiga (morávamos juntas) ir atender, quando ela volta dizendo que o George estava lá e queria falar comigo. Claro que George foi um nome que ele inventou na hora ali. Perguntei que George?
- Aquele teu amigo lindo, loiro e de olhos azuis.
Fiquei calada, discreta, num dei bandeira.
Fui lá na sala, molhada e descalça e me deparo com aquela cepa de homem: 1,95m, uns 105kg de atletismo, cabelos lisos loiros, quase arrepiados, sardas de bronzeado nos ombros, com um óculos rayban, bermuda de linho, camiseta branca regata, um cordão de ouro, um relógio de couro, alpargatas de couro, muitos pelos aloirados nos braços, peito e pernas, cheiroso demais, algo bem amadeirado com uma mistura de alfazema suíssa, sei lá. Tirou os óculos e me fitou nos olhos com aquele sorriso de lado que ele gostava de fazer, meneando a cabeça como se quisesse dizer: te peguei! E com uma voz extremamente grave que ele tinha disse para minha colega:
- posso levar ela por uns momentos?
- pode. Não por você, mas porque confio nela.
Pedi para aguardar um pouco enquanto me trocava. Fui vestir uma saia de pregas presa, alaranjada, e uma blusa azul, uma alpargata azul de tiras, e fui. Entrei no carro, outro carro, sem ser o da noite madrugada. Na verdade ele tinha 3 carros. Sempre achei exagerado. Mas era os mimos dele: Uma pick up (sempre tinha uma), para longas viagens, o fusquinha (o mimo) e um outro carro, geralmente um sedan lançamento, que trocava anualmente. Cheguei a contar 17 carros diferentes!
Num sei porque confiei, mas confiei nele. Entrei no carro, ele contornou o quarteirão de onde eu morava e parou. Sábado, 10.45h da manhã. E ficou me olhando por uns minutos em silêncio.
- quer dizer que você é a Ylena (disse meu nome como sou conhecida). Você sabe onde você amarrou a sua égua? A partir de agora quero lhe informar que você é minha. Minha propriedade.
E me entregou um buquê de rosas vermelhas. Lindas. A primeira vez que recebi flores de um homem. Apontou para os próprios lábios e disse:
-beije!
Eu sacudi a cabeça negando - humhum
- eu estou mandando!
Olhei para todos os lados e deu um selinho naquela boca linda.
Ele caiu na risada. E passou a mão pelo meu rosto, contornando, como se quisesse gravá-lo.
Era um cara generoso, bondoso. Nunca esquecia meu aniversário, sempre com os melhores presentes. Ainda hoje tenho coisas dadas por ele. Viajava muito pela Europa e trazia algo. Lembro do penoir de seda, francês amarelinho, um conjunto completo (camisola longa, roupão e pantufas maciéeeeeerrimas), juntamente com o J'adore, da Dior - primeiro vez que usei J'adore para nunca mais deixar.
Como esquecer aquele gabinete, onde eu chegava em meu blazer, salto e uma pasta como se fosse uma executiva ou uma advogada?
- Por favor, agendei horário com o Dr. Comandante, ele está me aguardando. E como já sabia o caminho a recepção dizia: - pode entrar. Tantas vezes fui ali. Sempre que passo em frente relembro.
E eu seguia aqueles corredores até lá. Ao entrar, ele já trancava a porta e era abraço, esfregaço de corpo contra corpo e ele retirava minha calcinha para cheirar e eu ficava ali com a buceta babando... Ainda era virgem, nunca tinha tido uma relação sexual na vida. Mas ainda assim ele metia sua mão atrevida por baixo da minha saia e "tocava uma siririca", como costumava dizer. Abria meu blazer e chupava meus lindos seios, até ficarem entumecidos e eu ofegante. Quando possível, nesses loucos momentos de gabinete ainda metia a cara entre minhas coxas para me mordiscar e enfiar a língua em minha buceta molhada, depois de me colocar em cima da sua mesa.
Detalhe: era ele quem depilava minha buceta. Eu não tinha permissão para isso. Ficava do jeito que ele queria. Peluda, lisa, meio termo. Por anos e anos...
Cada viagem louca, de madrugada, pelo interior, pelo litoral... Diárias em hotel. Mas, os dias na xácara foram marcantes...
Juro que não sei quem era mais maluco dos dois.
Mas que importa? Por anos vivemos intensamente nossas loucuras, nossa paixão e nosso amor...
Minha primeira foda foi algo que nunca vou esquecer. Ele retirou a minha roupa e a dele, meteu o dedo em minha buceta e constatou:
- o selo da virgindade está aí, eu senti.
E foi bulindo, mexendo e me deixando extremamente excitada, me colocou na posição de costas para cama, me puxou para a ponta da cama, levantou minhas pernas para seus peitos e ombros e foi chegando cada vez mais perto com seu cacete duro, crescente. Ficou esfregando ali. Eu sem entender muito comecei a gemer, porque era bom demais e eu queria. Ele me levantou e me colocou mais para o meio da cama, deitou o seu corpo sobre o meu corpo, com suas enormes pernas peludas foi afastando minhas coxas, foi descendo e meteu a cara na minha buceta, meteu a língua e eu já não me controlava mais. Medo? Tesão? Sei lá. Era a primeira vez, cacete! Por fim deitou de novo sobre meu corpo e com sua mão colocou a ponta de seu cacete na entrada da minha bucetinha e foi empurrando e dizendo ao meu ouvido:
- a primeira vez tem um pouco de dor e de sangramento, mas depois melhora. E foi socando leve e depois socando loucamente, num vai e vem alucinado que fez a dor e sangue (que realmente saiu) parecerem secundários.
- sentes? - perguntou ele.
- sentes meu gozo dentro de ti?
Ele ia entrecortando e retendo os esguinchos me fazendo sentir seu cacete pulsando dentro de mim, enquanto me beijava o rosto, o pescoço, a boca. Então se deixou descansar em cima de mim, semi ofegante. Um gigante e uma... sei lá - pequena.
- Esse foi nosso compromisso. Você é minha para sempre. Não tem permissão para casar. Pode até ter esses namoradinhos. Mas nunca será deles. Porque você é meu mimo, minha eterna propriedade enquanto vivermos!
E foi assim, naquela terra feita de sol, às 14:55h, daquele dia inesquecível...
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Adeus meu primeiro eterno amor. Nunca vou te esquecer, enquanto viver.
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