Cada expectativa de um encontro é um turbilhão de sensações.
Desde o primeiro contato do Mestre,
da primeira ordem, da primeira fala, da primeira expressão. Com data, dia e
hora markada o preparo se inicia. Primeiro a comida muda, somente e quase
exclusivamente líquidos. Às vezes quando dá, vai uma manicure, depilação e outras
providências. Como óleos de amêndoas – adoro – cremes hidratantes e perfume
francês – J’adore, de preferência. Que não adianta porra nenhuma, visto que sempre
tomo banho ao chegar no local, com sabonete... grrrrrrrrr. Em casa gosto de
banhar com shampoo.
Aí parte para a carruagem. Conferência
e calibragem de pneus, encher o tanque de combustível e mandar lavar. Ruim quando
as vias são mais carroçáveis, empoeiradas e emburacadas...
Por fim, a mala, agora em nova
versão – já é a quarta – já foi preta, vermelha, azul, agora é lilás pra combinar com minha coleira... Tudo
é colocado dentro – os depósitos com os acessórios, cordas, prendedores, luvas,
preservativos, lubrificantes, cacetes móveis, algemas, etc... Tudo conferido.
Ah, quase esqueço! Coloca-se ainda, um roupão de seda, uma roupa “séria” extra
e sapatos (uns dois pares). Ainda na carruagem são colocados uma manta e um
macio travesseiro.
Tudo pronto, tudo conferido, aí vem
uma noite de expectativa, pouco dormida, com o coração a mil, como SEMPRE. Duas
décadas depois ainda continuo a sentir as mesmas sensações de perigo, de tesão,
de tremores... de desejo... de tremores... E como tremo em tuas mãos! Até mesmo
sem tu me tocares...
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