Quem disse que a ausência é esquecimento? Pelo contrário, é uma oportunidade de relembrar momentos especiais, com uma pessoa especial. Será que tu podes imaginar a saudade que sinto de tuas mãos, de tua voz, teu cacete, teu toque...
Essa tua ausência
encarnada, faz minha pele sentir a falta de tua pele, desse teu jeito dominador.
Não era cama, não era o perfume, era o teu cheiro, esse teu cheiro de macho,
que me fazia e faz tremer o corpo, a alma e todo meu pensamento. Estou com
saudades de ti, sim. E como estou!
Fico a imaginar
nossa sessão. Cheia de tesão. Tesão não é só corpo chamando corpo. Vem cá
pertinho me faz tua serva, tua fêmea, escrava de teus tresloucados desejos –
que são meus... nem precisa falar palavras, pois tu as fala por teu andar, por
teu olhar. Tu me atiças, tu me acalmas e tu me enlouqueces.
Deixa tuas markas
invisíveis, mas real em meus desejos, pensamentos, em minhas vontades. E o desejo... ah, o desejo
é insistente. Ele não pede licença, ele invade. Assim como tu, que me aparece na hora do
banho, na lembrança do toque avassalador, no meio do dia. Tu és uma presença
que preenche.
Hoje
deu saudades. Aquela saudade que aquece por dentro - tal qual a primeira vez em
que tive o prazer em te servir. Que noite memorável, inesquecivel, que pulsa
nos lugares mais sensíveis, sussurra lembranças do que já foi e do que ainda
poderia ser. Não é só carência, é o corpo em estado de espera — pele arrepiando
por um toque que não vem, a respiração querendo se descompassar com a dele por
perto.
Assistir
essa invasão de vídeo me faz desejar-te perto, ouvir-te. No entanto, só em
pensar que tu fostes assim, embora, do nada, para mais longe ainda, quando eu
queria que tu estivesses era mais perto. Sentir esse teu desejo, teu corpo sob
meu corpo, minha boca em teu cacete, tu boca explorando cantos em minha buceta,
e nós, saboreando nossos sabores.
Minha
pele tem fome de ti, dessas tuas mãos, que me fazia sentir inteira quando me
deixava entregue. E como eu queria elas agora. Viajei na mente para locais
PICANtes, inesquecível, sei que entende que lugar foi; eu ali no chão, no ar frio,
mas tua presença me aquecia de tesão. Quando teu corpo junto ao meu, quente,
suado, misturado. Queria perder a noção do tempo entre suas mãos e me encontrar
no instante em que ele me toma — não só com o corpo, mas com tudo que ele é.
Queria
fuder com minha boca teu cacete e ouvir-te dizer: “é agora”, mesmo quando tudo
em mim já gritava sim. E deixar escorrer garganta a dentro todo nosso tesão. Sim,
mestre Dom Marka, eu quero, sim, mais que nunca, mesmo face a essa minha
desorganizada vida.
Amo-te, meu
adoradíssimo Mestre Dom Marka!
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