Nessa minha lida BDSM eu pensava que estava no caminho certo, apesar de que comecei de forma simplória, virtual; mas o amadurecimento fez-me tomar coragem e seguir em frente à caça daquilo que me seduzia. Era muito mais que um simples fetiche. Tinha uma chama que me envolvia, que me atraía de uma forma que logo depois entendi que era meu destino.
Conversei com muitos Mestres, dominadores. Apesar de que houve momentos em que queria e estava disposta a isso, nunca fui uma 24/7. Eu tinha a coragem, mas não sei se algum desses dominadores teriam. Talvez uns 02, sim, pois davam a entender isso. Mas de fato, nunca saberei, porque eu logo me encantei, fui encatada por um que me amarrou com cordas invisíveis aos seus pés: DOM MARKA.
Desde o primeiro contato por meio daquele classificado de página BDSM que senti que havia algo que complementava minha sina, meu destino. E como sempre digo: sou longamente fiel aos meus sentimentos. E cada contato, cada fala era uma confirmação. Com o decorrer dos tempos a confiança foi se estabelecendo, a ponto de que falas por mensagens ou celular já não eram suficientes. Havia a necessidade da visão, da pele - skin on skin, do toque, da invasão, do prazer... E assim se deu aquele primeiro encontro, naquele barzinho de 'bolas'... inesquecível dia! Ainda guardo a roupa: saia amarela, colete branco e preto e sandálias altas de tiras que teimavam em escorrer por minhas pernas.
Foi espetacular ver o arcoíris tão 'avermelhado'... sensações, ousadias, desejos, loucuras, tesões... Pude, de fato, sentir o tesão do servir. Uma dor prazerosa, que queria repetir sempre. Como o buscava em meus desejos, sem poder ir atrás. O que jamais faria, óbvio, jamais invadiria qualquer espaço do meu adoradíssimo Mestre. Sempre respeitei os limites impostos clara ou tacitamente.
Mas, hoje analisando minhas ousadias, eu até que fui forte, no sentido de quebrar vários paradigmas - minhas contravenções. Um fêmea livre para servir, livre para fuder... Nada me impedia. Tentava retirar os obstáculos de alguma forma...
Porque, quando era convocada, simplesmente eu ia. Dava meu jeito de 'fugir' do trabalho, da família ou dos compromissos, por um compromisso maior - ELE... Não importava o dia da semana, a hora, the place, perto ou longe...Era uma atração invencível, tentadora, dominadora. Nunca me senti tão fêmea senão quando em suas mãos ou pés estava...
Por que lembro disso tudo? Porque sinto falta. Sinto falta das 'impetuosidades' do meu Mestre, como quando pegou meu celular naquela praça ou quando entrou na carruagem lá na loja de materiais. Sem falar como foi o 'máximo' um momento ali... Eu fico olhando essa porra dessa mala nova, bonita comprada com mil intenções... e cheia de fantasias, cordas, coleira, cremes, cacetes, pesos, etc.... que só serve como vitrine. Pois, pra mim, não faz sentido, sem ELE.
Ah, mas os PAs? PAssageiros. Nunca serão nem PArecidos. Não tem como comparar ou substituir. Cheguei ao ponto de pensar em ir-me daqui dessa terra feita de sol para a número 1, para quem sabe provocar uma colisão de desejos. Falando nisso, pensando aqui em ir 1-2 dias antes de 14/08 ou ficar 1-2 depois de 16. Mas se não for pra encontrar com o Mestre nem vou; nem vou na agência comprar passagens. Vamos ver se Ele se manifesta... Sem ser monossilábico. Ou quem sabe quando Ele vier por aqui...
Enquanto isso, vou me afogando em desejos solitários, com a buceta encharcada e o cu piscando de tesão e assistindo esses vídeos, desses links... Enquanto escrevo artigos acadêmicos... e cavalgo velozmente nessa pica de borracha, cu adentro, com uma certa raiva!



Comentários
Postar um comentário